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Resenha Promessas Cruéis — Rebecca Ross

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Entre a guerra dos deuses e a força das palavras.


Oi gente...

Tudo bem com vocês ???



Promessas Cruéis é a continuação direta de Divinos Rivais, e traz de volta toda a poesia e melancolia que tornaram o primeiro volume inesquecível — mas agora com um tom mais sombrio, maduro e devastador. Rebecca Ross expande seu universo com maestria, equilibrando o amor e a guerra, o humano e o divino, o silêncio e a palavra escrita.


Quando o amor é esquecido, mas o vínculo permanece


Após os acontecimentos de Divinos Rivais, Iris Winnow tenta se reerguer em meio à destruição da guerra entre os deuses Enva e Dacre. Roman Kitt, por outro lado, vive aprisionado pelas forças do inimigo — e pior: sem lembrar do amor que o unia a Iris.

Essa é uma das camadas mais emocionais do livro: o modo como Ross explora o esquecimento e a ausência de memória como uma forma de morte simbólica. Enquanto Iris escreve para um homem que talvez nunca leia suas palavras, o leitor sente o peso da saudade e da fé — uma fé que não é apenas nos deuses, mas na força humana de amar mesmo quando tudo parece perdido.


O cenário da guerra e os ecos da mitologia


O pano de fundo da guerra entre Enva e Dacre ganha mais profundidade neste volume. Rebecca Ross cria uma mitologia rica, onde os deuses não são apenas entidades distantes, mas forças vivas que moldam o destino humano.


A autora também insere uma crítica sutil ao fanatismo, ao poder e à manipulação da fé — temas que ressoam fortemente com o contexto da guerra. Enquanto as cidades ruem e o medo se espalha, Promessas Cruéis mostra que as verdadeiras batalhas não acontecem apenas nos campos de guerra, mas dentro de cada personagem.


A poesia como resistência


Um dos maiores encantos da duologia é o uso das cartas como instrumento de conexão e resistência. Mesmo em meio ao caos, as palavras de Iris continuam sendo um farol. Ross entende o poder da escrita — e transforma as cartas em um símbolo de esperança, lembrança e renascimento.

É impossível não se emocionar com a delicadeza das metáforas e o lirismo do texto. A autora faz da linguagem um campo de batalha, onde o amor é tanto arma quanto abrigo.


Conclusão: um desfecho à altura de uma história inesquecível


Promessas Cruéis encerra a duologia Cartas de Ferro e Fogo de forma impecável. É um livro que fala sobre perda, fé, coragem e o poder que as palavras têm de atravessar mundos.

Com uma escrita que combina sensibilidade e tensão, Rebecca Ross entrega um final agridoce e arrebatador — daqueles que deixam o coração apertado e, ao mesmo tempo, cheio de gratidão por ter acompanhado essa jornada.


 
 
 

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