Resenha: O Divórcio Perfeito — Jeneva Rose
- Talita Chahine

- há 2 dias
- 3 min de leitura
Um thriller psicológico sobre traição, aparência perfeita e jogos mortais dentro do casamento
Oi gente...
Tudo bem com vocês ??

O Divórcio Perfeito é a continuação direta de O Casamento Perfeito e confirma o talento de Jeneva Rose para transformar relações aparentemente estáveis em verdadeiros campos de batalha psicológica. Alguns anos após os eventos do primeiro livro, a autora nos devolve Sarah — agora casada novamente — para provar que certas pessoas não mudam; apenas aprendem a esconder melhor quem realmente são.
Neste novo capítulo, o casamento de Sarah e Bob parece sólido, confortável e socialmente admirável. Mas tudo começa a ruir quando Sarah descobre uma traição. E, conhecendo o histórico da protagonista, o leitor entende rapidamente: isso não vai terminar em um divórcio comum.
Relembrando O Casamento Perfeito
Antes de mergulhar em O Divórcio Perfeito, é essencial relembrar os acontecimentos centrais de O Casamento Perfeito, pois toda a tensão do segundo livro se constrói a partir desse passado.

No primeiro livro, Sarah vive um casamento aparentemente ideal com Adam, um escritor que alcançou sucesso com apenas um livro, mas que não publicava nada há anos. Essa estagnação profissional, somada à vida dupla que ele levava, cria fissuras silenciosas no relacionamento — fissuras que Sarah observa com atenção.
Tudo muda quando Adam é acusado de assassinar brutalmente sua amante. Mesmo diante de provas contundentes e da traição explícita, Sarah permanece ao lado do marido, defendendo-o publicamente e conquistando a admiração da opinião pública por sua suposta “lealdade”. Aos olhos de todos, ela é a esposa perfeita: firme, digna e inabalável.
O que ninguém suspeita é que Sarah está longe de ser apenas uma vítima. Aos poucos, a narrativa revela uma mulher fria, calculista e extremamente inteligente, culminando em uma virada perturbadora que muda completamente a percepção do leitor sobre quem realmente controlava aquela história. Adam acaba condenado à morte, e o livro se encerra com a inquietante sensação de que talvez a pessoa mais perigosa jamais tenha estado no banco dos réus.
Esse passado não apenas retorna em O Divórcio Perfeito — ele é reaberto, questionado e finalmente esclarecido.
Uma nova traição e um jogo ainda mais cruel
Em O Divórcio Perfeito, Sarah está casada com Bob e vive uma vida confortável, discreta e sem escândalos. Até que descobre que está sendo traída novamente. Para qualquer pessoa, isso seria o fim de um relacionamento. Para Sarah, é apenas o início de um novo jogo — mais violento, mais estratégico e mais perigoso.
Diferente do livro anterior, aqui não existe um jogo unilateral. Bob não é uma vítima ingênua. Ele mente, manipula, esconde segredos e se mostra um adversário à altura. O que se estabelece entre os dois é um verdadeiro duelo psicológico, em que cada gesto, cada palavra e cada silêncio carregam intenções ocultas.
A narrativa avança como uma partida de xadrez, com movimentos calculados, blefes constantes e reviravoltas que mantêm o leitor em permanente estado de alerta.
Verdades enterradas finalmente vêm à tona
Um dos grandes acertos de O Divórcio Perfeito é revisitar o caso que colocou Adam no corredor da morte. Jeneva Rose entrega aquilo que muitos leitores aguardavam desde o primeiro livro: a revelação definitiva sobre quem foi o verdadeiro responsável pelo crime brutal.
Essas descobertas não apenas recontextualizam os acontecimentos passados, como também ampliam o impacto moral da história. O desaparecimento da amante de Bob cria um espelhamento inquietante com o passado de Sarah, conectando as duas narrativas de forma cruel e perturbadora.
Sarah: a vilã perfeita que ninguém suspeita
Sarah continua sendo o centro sombrio da história. Elegante, controlada e socialmente irrepreensível, ela se beneficia da própria imagem para agir sem levantar suspeitas. Sua maior arma não é a violência direta, mas a confiança que inspira — e que as pessoas depositam nela sem questionar.
Jeneva Rose explora com precisão como a aparência de normalidade pode ser a camuflagem perfeita para atrocidades silenciosas.
Um thriller viciante sobre casamento, poder e controle
O Divórcio Perfeito é um thriller psicológico afiado, provocador e impossível de largar. Não há personagens inocentes, não há heróis e muito menos finais confortáveis. A autora entrega uma continuação mais sombria e cruel, que não apenas expande O Casamento Perfeito, mas aprofunda seus temas centrais: manipulação, poder, controle e a violência escondida dentro de relações aparentemente comuns.
Se você gosta de thrillers domésticos com personagens moralmente ambíguos, jogos psicológicos intensos e reviravoltas que desafiam qualquer noção de justiça, essa leitura é obrigatória.
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