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Resenha O Verão das Lanternas Celestiais – Eliel Barberino

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 9 de fev.
  • 2 min de leitura

Uma história sensível sobre fé, descobertas e a coragem de enxergar o mundo além das próprias crenças


Oi gente...

Tudo bem com vocês ???



Em O Verão das Lanternas Celestiais, acompanhamos a trajetória de Takeru, um adolescente que vive uma realidade muito distante daquela que imaginava para si. Ele mora em um templo budista com o pai, um sacerdote profundamente devoto, mas, ao contrário dele, Takeru não acredita em nada do que é pregado ali. Para o protagonista, o templo não representa espiritualidade ou acolhimento — é apenas uma prisão silenciosa.


Essa relação marcada pelo distanciamento emocional e pela falta de fé estabelece o tom inicial da narrativa. Takeru vive em constante conflito interno, sentindo-se deslocado em um espaço que deveria ser sinônimo de pertencimento. Tudo começa a mudar com o início de um novo ano letivo, quando ele conhece Yoshiro, um garoto que foge completamente do que Takeru entende como “normal”.


Aos poucos, a presença de Yoshiro passa a desestabilizar todas as certezas do protagonista. Há algo nele que não se encaixa em explicações simples, e cada revelação vai de encontro às crenças rígidas que Takeru construiu ao longo da vida. O que começa como estranhamento logo se transforma em questionamento — e, depois, em uma profunda necessidade de revisão interna.


Eliel Barberino constrói essa história com delicadeza e sensibilidade, abordando temas como fé, identidade, aceitação e amadurecimento emocional. O Verão das Lanternas Celestiais não entrega respostas fáceis; pelo contrário, convida o leitor a caminhar junto com Takeru enquanto ele aprende que o mundo não é feito apenas de extremos, mas de nuances, encontros e novas possibilidades de olhar.


É um livro que fala sobre crescer, desaprender e se permitir mudar. Uma leitura tocante, poética e reflexiva, que permanece com o leitor mesmo depois da última página — como lanternas que continuam brilhando, mesmo quando o verão chega ao fim.


 
 
 

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