Resenha: Eu Não Podia Me Apaixonar, de J. Piantola — Um romance sobre luto, segundas chances e recomeços
- Talita Chahine

- 3 de ago.
- 2 min de leitura
Uma história emocionante sobre amor, perda e a difícil tarefa de seguir em frente sem apagar o passado.
Oi gente...
Tudo bem com vocês ???

Eu Não Podia Me Apaixonar, de J. Piantola, é aquele tipo de romance que, à primeira vista, causa uma certa estranheza. A premissa pode parecer desconfortável em alguns momentos, mas conforme a história avança, fica claro que a proposta da autora vai muito além de um romance tradicional.
O livro entrega uma narrativa sobre luto, culpa, amadurecimento e, principalmente, sobre a complexidade de seguir em frente depois de uma grande perda.
Sobre a história
A trama acompanha Letícia e Fernando, dois personagens que compartilham um passado mal resolvido.
Os dois estudaram juntos, mas uma escolha feita por Fernando criou uma ferida profunda, algo que Letícia nunca conseguiu perdoar completamente.
O tempo passou, a vida seguiu, e ambos acabaram se mudando para São Paulo. O destino, no entanto, parecia decidido a cruzar seus caminhos novamente.
Só que agora a situação é muito mais delicada.
Letícia se tornou a melhor amiga de Ângela, esposa de Fernando. Ou seja: qualquer sentimento mal resolvido precisava permanecer enterrado.
E tudo muda de forma repentina.
Uma complicação durante o parto tira Ângela de suas vidas, deixando apenas a pequena Luna, a bebê que sobreviveu.
A partir desse momento, Letícia e Fernando precisam aprender a lidar juntos com a dor, o luto e a responsabilidade de cuidar da criança.
Mas junto com tudo isso, sentimentos antigos também começam a ressurgir.
Um romance sobre dor e reconstrução
O ponto mais interessante do livro está justamente na maneira como ele trabalha emoções difíceis.
Essa não é uma história sobre um romance leve ou fácil. Pelo contrário.
A autora constrói uma narrativa carregada emocionalmente, onde os personagens vivem constantemente divididos entre o que sentem no presente e o peso de tudo que aconteceu no passado.
Fernando carrega a dor da perda, a culpa e a dificuldade de imaginar uma vida diferente da que planejou ao lado de Ângela.
Já Letícia precisa lidar com sentimentos que nunca desapareceram completamente, ao mesmo tempo em que enfrenta o peso emocional da amizade que construiu com Ângela.
Isso faz com que a relação entre os dois seja cheia de conflitos internos, silêncios e sentimentos reprimidos.
Luna: o coração da narrativa
Se existe um elemento que traz leveza para a história, esse elemento é a Luna.
A bebê acaba se tornando o coração emocional da narrativa.
Em meio ao caos, à dor e às dúvidas, ela representa esperança, recomeço e a possibilidade de um futuro diferente.
É através dela que a história também reforça uma de suas mensagens mais importantes: seguir em frente não significa esquecer.
Vale a pena ler?
Se você gosta de romances emocionais, carregados de drama, segundas chances e personagens marcados pelo passado, Eu Não Podia Me Apaixonar pode ser uma leitura interessante.
É um livro que fala sobre amor em suas formas mais complexas — amor romântico, amor familiar, amor que permanece mesmo após a perda.
Acima de tudo, é uma história sobre entender que recomeçar não apaga o que existiu antes.
E talvez essa seja a maior mensagem do livro: a vida continua, mesmo quando seguir em frente parece impossível. ✨
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