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Resenha — Uma Conjuração de Luz | V.E. Schwab

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O confronto final chegou, e salvar Londres exigirá mais do que poder: exigirá sacrifícios.

Oi gente...

Tudo bem com vocês ???



Encerrar uma trilogia nunca é uma tarefa simples, principalmente quando estamos falando de uma fantasia tão rica em universo, personagens e conflitos como Tons de Magia. Uma Conjuração de Luz, terceiro e último livro da trilogia de V.E. Schwab, entrega exatamente aquilo que promete: um final grandioso, intenso e cheio de consequências.


A história começa imediatamente após os acontecimentos de Um Encontro de Sombras, quando Holland retorna da Londres Preta trazendo consigo uma ameaça capaz de destruir tudo: Osaron, o Rei das Sombras.


A partir desse momento, a tensão cresce rapidamente. O perigo deixa de ser algo distante e passa a ameaçar não apenas uma cidade, mas todas as Londres.


Uma das coisas que mais gosto na escrita da V.E. Schwab é a forma como ela constrói seus personagens. Aqui, a narrativa em múltiplos pontos de vista faz toda a diferença.

Acompanhar Kell, Lila, Rhy, Holland e outros personagens torna a experiência muito mais imersiva, porque a gente consegue enxergar o impacto dessa ameaça por diferentes perspectivas.


Cada personagem está enfrentando seus próprios conflitos enquanto tenta sobreviver a uma guerra que parece impossível de vencer.


Kell continua carregando um peso enorme, tanto emocional quanto físico. Lila segue sendo uma personagem extremamente carismática, imprevisível e impossível de ignorar. Rhy ganha ainda mais profundidade neste volume, mostrando que existe muito mais por trás da sua personalidade leve e carismática.


Mas, para mim, Holland continua sendo um dos personagens mais interessantes de toda a trilogia.


Existe uma complexidade muito grande nele. Suas escolhas, seus arrependimentos e principalmente suas motivações tornam sua jornada uma das mais impactantes do livro. Ele não é um personagem fácil de definir, e talvez seja exatamente isso que o torna tão fascinante.


Apesar de todos os pontos positivos, preciso dizer que esse foi um livro que me causou sentimentos mistos.


Por ser o encerramento da trilogia, eu esperava uma narrativa mais dinâmica. Em muitos momentos senti que a história ficou arrastada demais. Existem trechos longos em que a trama parece desacelerar bastante, e em alguns momentos a sensação era de que pouca coisa realmente estava acontecendo.


Isso impactou diretamente meu ritmo de leitura.


Mesmo com cenas importantes e momentos emocionantes, o livro poderia facilmente ser mais enxuto sem perder sua força.


Ainda assim, quando a história realmente engrena, ela entrega muito.


As cenas de tensão funcionam, os confrontos carregam peso emocional e a sensação de perigo é constante. A batalha final traz consequências reais, e isso é algo que valorizo bastante em fantasias. Nem todos saem ilesos, nem tudo pode ser consertado, e algumas perdas mudam completamente o rumo da história.


No fim, Uma Conjuração de Luz entrega um encerramento digno para a trilogia.


Mesmo com problemas de ritmo, foi uma conclusão satisfatória para uma história que construiu um universo fascinante, personagens memoráveis e uma mitologia extremamente interessante. V.E. Schwab encerra essa jornada de forma emocionante, deixando a sensação de que, apesar de todas as perdas, algumas mudanças eram inevitáveis — e até necessárias.

 
 
 

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