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Resenha de Calamidade — Brandon Sanderson

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 29 de jul.
  • 3 min de leitura

Uma despedida explosiva para a série Executores, mas acima de tudo uma história sobre humanidade, esperança e a escolha de continuar lutando mesmo quando tudo parece perdido.


Oi gente...

Tudo bem com vocês ??



Depois de dois livros acompanhando os Executores acreditarem que a única solução para salvar o mundo era eliminar os Épicos, Calamidade finalmente muda o foco da narrativa.

Brandon Sanderson deixa claro que destruir monstros nunca foi a verdadeira resposta.


Agora David precisa lidar com uma pergunta muito mais complicada: existe uma maneira de devolver a humanidade para pessoas consumidas pelo próprio poder?


Essa mudança transforma completamente o tom da história. O que começou como uma distopia cheia de ação, explosões e batalhas contra super-humanos, aos poucos se torna uma discussão sobre medo, culpa, escolhas e redenção.


E sinceramente? Foi exatamente isso que fez esse último livro funcionar tão bem para mim.


David continua sendo o coração da trilogia


David continua impulsivo, teimoso e completamente incapaz de desistir, mesmo quando todas as possibilidades apontam para o fracasso.


Enquanto os outros personagens enxergam obstáculos impossíveis, ele continua insistindo que precisa existir uma saída diferente. E é justamente essa insistência que move toda a narrativa.


Mesmo depois de descobrir como anular os poderes dos Épicos, ele percebe que isso não resolve o verdadeiro problema. O perigo não está apenas nos poderes, mas na escuridão que eles despertam dentro das pessoas.


E por isso sua nova missão acaba sendo muito mais difícil do que simplesmente derrotar inimigos.


Megan e Prof carregam o lado emocional da história


Megan acaba se tornando a grande prova de que talvez ainda exista esperança para os Épicos.


Ela aceita participar dos experimentos de David mesmo sabendo que talvez nada funcione no final. Existe um medo constante envolvendo a personagem, porque ela sabe exatamente o que os poderes podem fazer com alguém ao longo do tempo.


Já o Prof representa o lado mais doloroso da narrativa. Depois dos acontecimentos do segundo livro, resgatá-lo significa obrigar ele a enfrentar todas as consequências daquilo que se tornou.


E é justamente nessa parte que Brandon Sanderson trabalha melhor os conflitos emocionais da série.


Calamidade é mais do que um vilão


Calamidade não é apenas o Épico mais poderoso do mundo.


Ele é praticamente a origem de tudo. O responsável pelo surgimento dos poderes e pelo caos que destruiu a humanidade.


Mas o mais interessante é que o livro não transforma esse confronto final apenas em uma grande batalha épica. O verdadeiro conflito gira em torno da visão que Calamidade possui sobre os seres humanos.


Enquanto ele acredita que as pessoas são naturalmente ruins, David insiste no contrário.

No fundo, toda a história acaba sendo construída em torno dessa ideia: será que alguém escolhe ser cruel, ou as circunstâncias empurram as pessoas para a escuridão?


Um final sobre esperança


O que mais me surpreendeu em Calamidade foi perceber como Brandon Sanderson decidiu encerrar essa trilogia falando sobre esperança.


Mesmo em um mundo destruído, cheio de violência e medo, ainda existe espaço para humanidade, amor e sacrifício.


O livro deixa claro que muitas pessoas seriam capazes de dar a própria vida por alguém que amam, e isso acaba se tornando a resposta para tudo aquilo que Calamidade representa.


E honestamente? Acho que esse final combina perfeitamente com toda a jornada do David.

Porque no fim nunca foi apenas sobre derrotar monstros.

Era sobre provar que a humanidade ainda valia a pena.


Frase de destaque

“Calamidade transforma uma trilogia de ação em uma história sobre esperança, humanidade e redenção.”

 
 
 

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