Resenha de A Última Livraria da Terra, de Lily Braun-Arnold
- Talita Chahine

- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Oi gente...
Tudo bem com vocês ??

A Última Livraria da Terra é uma distopia que parte de uma premissa extremamente promissora: um mundo em colapso, onde os livros se tornam símbolos de memória, resistência e sobrevivência. Para quem aprecia histórias pós-apocalípticas e narrativas que refletem sobre o futuro da humanidade, o livro chama atenção logo de início. No entanto, apesar da ideia interessante, a execução da história deixou a desejar.
Uma distopia com bom conceito, mas pouco envolvimento
O cenário criado por Lily Braun-Arnold é visualmente forte e carrega um simbolismo poderoso. A livraria surge como um último refúgio em meio à destruição, representando tudo aquilo que foi perdido com o fim do mundo como conhecíamos. Ainda assim, a narrativa não consegue aprofundar esse universo da forma que poderia, deixando a sensação de que o potencial da história não é totalmente explorado.
A protagonista e a dificuldade de adaptação
Um dos pontos centrais de A Última Livraria da Terra é a construção da protagonista. Ao longo da leitura, ela se mostra constantemente presa ao passado, lamentando a vida que perdeu antes do colapso da sociedade. O problema é que esse comportamento se repete excessivamente, tornando a leitura cansativa.
Mesmo quando novas possibilidades de sobrevivência e adaptação surgem, a personagem não demonstra evolução significativa. Essa falta de desenvolvimento emocional compromete o envolvimento com a história e dificulta a criação de empatia por parte do leitor.
Falta de evolução e impacto narrativo
Em uma boa distopia, espera-se que os personagens enfrentem transformações profundas diante de um mundo hostil. Aqui, essa evolução quase não acontece. Com o passar dos capítulos, o destino dos personagens se torna indiferente, não por frieza do leitor, mas porque a narrativa não constrói conflitos internos fortes o suficiente para sustentar a jornada.
A sensação é de que a história permanece estagnada, sem grandes reviravoltas emocionais ou consequências marcantes para as escolhas feitas.
Vale a pena ler A Última Livraria da Terra?
A Última Livraria da Terra não é um livro ruim em termos de conceito. A ideia de uma distopia centrada em livros e memória é interessante e tinha tudo para ser impactante. No entanto, a falta de profundidade emocional, aliada a uma protagonista que não evolui, faz com que a leitura perca força ao longo do caminho.
É uma obra que pode agradar leitores curiosos pela premissa, mas que, para quem busca uma distopia mais intensa e emocionalmente envolvente, pode acabar deixando uma sensação de indiferença.
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