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Resenha de A Caçada Real – Rhys Bowen

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 14 de ago.
  • 2 min de leitura

No terceiro livro da série A Espiã da Realeza, Georgie precisa investigar uma ameaça contra a realeza enquanto tenta sobreviver ao caos em Rannoch.


Oi gente...

Tudo bem com vocês ??



No terceiro livro da série A Espiã da Realeza, Rhys Bowen entrega mais uma aventura divertida, caótica e cheia de mistérios com a adorável Georgie no centro de tudo.


A essa altura da série, já ficou claro que Georgie tem um talento especial para se meter em confusão. E, honestamente, muitas vezes ela mesma cria boa parte dos próprios problemas.

Mesmo sendo membro da família real, Georgie continua vivendo em Londres de uma forma completamente fora do esperado para uma jovem aristocrata de 1932. Sem dinheiro, sem empregados e tentando sobreviver sozinha, ela segue determinada a conquistar sua independência, ainda que isso frequentemente a coloque em situações bastante complicadas.


E dessa vez, as coisas saem ainda mais do controle.


Depois de quase se envolver em um escândalo sério, Georgie é enviada de volta para a Escócia antes do planejado. O objetivo é simples: evitar problemas maiores. Mas, como já era de se esperar, a tranquilidade dura muito pouco.


Ao chegar ao Castelo de Rannoch, ela encontra um cenário completamente caótico. O castelo está lotado, Fig está no limite tentando administrar tudo sozinha, e o acidente envolvendo Bink já tornou a situação suficientemente complicada.


Mas o verdadeiro problema está apenas começando.


A polícia começa a suspeitar que alguém está tentando atacar membros da realeza, especialmente pessoas próximas ao príncipe George. E, claro, Georgie acaba sendo envolvida diretamente na investigação.


O que torna tudo ainda mais interessante é que os crimes parecem estranhamente desorganizados. Não existe a sensação de um plano perfeitamente elaborado. Pelo contrário: tudo parece improvisado, quase impulsivo, o que torna a investigação ainda mais desafiadora.


Ao longo da história, várias pessoas acabam sofrendo as consequências das ações do verdadeiro culpado — incluindo a própria Georgie, que só escapa de algo pior por pura sorte.


Uma das coisas que mais gosto nessa série continua sendo o equilíbrio entre mistério e humor. Mesmo quando a situação se torna perigosa, a narrativa nunca perde o charme leve e divertido que tornou a série tão viciante.


Georgie continua sendo uma protagonista extremamente carismática. Seu jeito impulsivo, curioso e completamente desastrado faz com que seja impossível não torcer por ela, mesmo quando ela claramente está tomando decisões questionáveis.


Talvez esse não seja o mistério mais surpreendente da série até agora, mas o cenário da realeza, os castelos escoceses, as intrigas e os escândalos compensam facilmente.


No fim, a revelação do culpado mostra uma motivação movida por obsessão, ilusão e um desejo desesperado de ocupar um lugar que nunca realmente poderia ser seu.


Vale a pena ler?


Se você gosta de cozy mysteries com protagonistas carismáticas, humor, ambientação histórica e aquele toque irresistível de caos aristocrático, A Caçada Real é uma ótima leitura.

Rhys Bowen continua acertando na combinação entre mistério, leveza e diversão, tornando essa série cada vez mais envolvente.

 
 
 

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