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Resenha Aliada do Vilão — Hannah Nicole Maeher

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 16 de jan.
  • 3 min de leitura

Quando o caos e o amor se tornam inseparáveis!


Oi gente...

Tudo bem com vocês ???


A

liada do Vilão marca um ponto de virada definitivo dentro da série. Não é apenas o terceiro livro: é o momento em que Hannah Nicole Maeher decide parar de apenas construir tensão e passa a cobrar o preço de tudo o que foi plantado até aqui. As respostas chegam — e elas não vêm de forma confortável.


Desde as primeiras páginas, fica claro que este volume tem uma proposta diferente. A narrativa está mais densa, mais consciente do próprio universo e, principalmente, mais interessada em explorar as consequências emocionais e morais das escolhas feitas até aqui. Nada acontece “porque sim”. Tudo tem peso.


Evie e o amadurecimento que não apaga o caos


Evie sempre foi uma protagonista movida pela impulsividade, pelo instinto e pela emoção. Em Aliada do Vilão, ela continua sendo esse furacão — mas agora com algo novo: consciência.Não se trata de perder intensidade, mas de entender o impacto das próprias ações.


O amadurecimento de Evie não é suave nem linear. Ele vem carregado de conflitos internos, culpa, questionamentos e, principalmente, desconforto. Ela passa a enxergar a vilania não apenas como um conceito externo, mas como algo que pode ser tolerado, negociado ou até compreendido dependendo da situação. Isso torna sua trajetória muito mais interessante e humana.


Evie já não reage apenas com indignação. Ela observa, pondera e escolhe — e essas escolhas são, muitas vezes, moralmente ambíguas.


Trystan: o vilão que sangra em silêncio


Trystan continua sendo o eixo emocional da narrativa. Mas aqui, ele deixa de ser apenas o vilão sedutor e estratégico para se tornar um personagem profundamente dividido.Sua luta interna não é sobre redenção, e sim sobre contenção.


Ele tenta proteger Evie da crueldade do mundo — e, principalmente, dele mesmo. O conflito entre sentimento e dever é constante, silencioso e doloroso. Hannah constrói essa tensão de forma cuidadosa, sem pressa, permitindo que o leitor sinta cada recuo, cada negação e cada momento em que ele quase cede.


Quando essa contenção finalmente se rompe, o impacto é enorme. Não é apenas um momento romântico: é a consequência direta de tudo o que foi reprimido até ali.


Revelações que reorganizam a narrativa


Um dos grandes méritos de Aliada do Vilão é a forma como as revelações são entregues. Elas não servem apenas para chocar, mas para reorganizar completamente a percepção do leitor sobre a história, os personagens e o próprio conflito central.


Algumas dessas respostas eram esperadas, outras surpreendem, mas todas cumprem uma função narrativa clara: elevar o stakes da trama. Depois desse livro, nada pode continuar como antes — nem para Evie, nem para Trystan, nem para o leitor.


O peso do poder e a sombra do Rei Benedict


O Rei Benedict deixa de ser apenas uma ameaça distante e passa a ocupar um espaço muito mais concreto na narrativa. O jogo político se intensifica, e o poder é mostrado como algo corrosivo, que exige sacrifícios constantes.


A grande pergunta que o livro levanta não é quem vai vencer, mas o que será perdido no processo.


Considerações finais


Aliada do Vilão é um livro que amadurece junto com sua protagonista. Ele troca parte do encantamento inicial por profundidade emocional, dilemas morais e consequências reais. Hannah Nicole Maeher prova que sabe conduzir uma série sem perder fôlego — e, mais do que isso, sabe quando apertar o coração do leitor.


O final não entrega conforto. Entrega expectativa, tensão e uma necessidade quase desesperada de continuação.


Se antes essa história era sobre estratégia, agora ela é sobre escolha.E toda escolha tem um preço

 
 
 

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