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Resenha A Casa dos Sonhos - Claire Douglas

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 6 de fev.
  • 2 min de leitura

Um thriller psicológico com ótima premissa, mas previsível do começo ao fim


Oi gente...

Tudo bem com vocês ??



A Casa dos Sonhos começa exatamente do jeito que um bom thriller psicológico deve começar: com uma descoberta perturbadora que muda tudo. Durante a reforma do jardim da tão sonhada casa de Saffy e Tom, duas ossadas humanas são encontradas enterradas no quintal. A partir desse momento, o passado — que deveria permanecer enterrado — vem à tona, revelando segredos guardados por quase quarenta anos.


A autora constrói bem a atmosfera inicial. O impacto da descoberta, a presença da polícia e o peso simbólico da “casa dos sonhos” se transformando em uma cena de crime criam uma sensação genuína de tensão. Claire Douglas também aposta em linhas temporais diferentes para conectar o presente aos acontecimentos do passado, recurso comum no gênero e que costuma funcionar bem.


O problema surge quando os segredos começam a ser revelados. Tudo o que deveria surpreender acaba sendo extremamente previsível. As pistas são tão evidentes que, depois da primeira grande revelação, fica fácil antecipar praticamente todo o restante da trama. O suspense, que parecia promissor, se dissolve rapidamente.


Ainda assim, é impossível ignorar um ponto positivo importante: a escrita da autora é muito boa. Fluida, envolvente e fácil de acompanhar, ela mantém o ritmo mesmo quando a história perde força. Foi exclusivamente por causa da narrativa bem construída que consegui chegar até o final da leitura.


No fim, A Casa dos Sonhos deixa aquela sensação frustrante de oportunidade desperdiçada. A ideia central é forte, o cenário é interessante e o começo prende, mas a previsibilidade compromete totalmente o impacto do desfecho. Um livro que promete muito, entrega pouco e faz o leitor terminar com a clara sensação de: queria minhas horas de volta.

 
 
 

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