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Creep — Jennifer Hillier | Resenha Completa

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 19 de jan.
  • 3 min de leitura

Um thriller psicológico sobre vício, obsessão e as consequências de esconder a verdade!


Oi gente...

Tudo bem com vocês ??



Creep, de Jennifer Hillier, é aquele tipo de thriller psicológico que prende o leitor não pela quantidade de reviravoltas mirabolantes, mas pela forma como constrói tensão emocional, culpa e obsessão. A leitura é fluida, inquietante e constantemente desconfortável — no melhor sentido possível.


Aqui, Hillier explora até onde uma pessoa é capaz de ir para manter sua versão da própria história intacta.


🔍 Do que se trata Creep?


A trama acompanha Sheila, uma professora universitária prestes a completar 40 anos, que tenta manter uma vida aparentemente equilibrada após um passado turbulento. Depois de um casamento fracassado e de ter enfrentado um vício em sexo, ela acredita finalmente estar no controle da própria vida.


Sheila está noiva de Morris, um homem estável e amoroso, e decidiu ser honesta com ele sobre quase tudo — inclusive sobre um relacionamento inadequado que teve com Ethan, um aluno da universidade onde leciona.


O único segredo que ela guarda é justamente o mais importante: o seu vício.

Quando Sheila desaparece repentinamente, sem deixar pistas claras de violência ou luta, a polícia tende a acreditar que ela simplesmente foi embora por vontade própria. Morris, no entanto, se recusa a aceitar essa versão e contrata um detetive particular, Jerry, para encontrá-la.


Paralelamente, a polícia investiga o assassinato da estrela da natação da faculdade — e aos poucos, os dois casos começam a se cruzar de maneiras inquietantes.


🧠 Um thriller psicológico sobre escolhas e consequências


O grande mérito de Creep está na forma como Jennifer Hillier constrói personagens moralmente ambíguos. Não há figuras completamente inocentes aqui. Todos escondem algo, todos tomaram decisões questionáveis, e todos lidam com as consequências dessas escolhas.


Sheila não é uma protagonista feita para agradar. Ela é falha, contraditória e, muitas vezes, difícil de defender — justamente por isso, é extremamente humana. O livro levanta reflexões importantes sobre:

  • vício e recaída

  • culpa e autoengano

  • poder, consentimento e relações abusivas

  • obsessão travestida de amor

  • a linha tênue entre vítima e culpado


Hillier não julga seus personagens — ela apenas expõe.


🕵️‍♂️ Investigação sem pressa, mas cheia de tensão


Diferente de thrillers acelerados, Creep aposta em uma construção gradual da tensão. As pistas surgem aos poucos, sempre no momento certo, e o leitor é constantemente levado a questionar o que é verdade e o que é apenas narrativa conveniente.


O detetive Jerry funciona como um contraponto racional à obsessão de Morris, enquanto a investigação policial adiciona uma camada mais fria e objetiva à história. O cruzamento dessas perspectivas mantém o ritmo firme e a curiosidade sempre ativa.


📖 O significado do título Creep


Sem entrar em spoilers, vale destacar que o título não é gratuito. Jennifer Hillier constrói o significado de Creep ao longo da narrativa, conectando-o diretamente ao comportamento de certos personagens e à sensação constante de estar sendo observado, julgado ou manipulado.


É um daqueles títulos que só fazem sentido completo depois que a história termina — e isso funciona muito bem.


⚠️ Final aberto: amor ou ódio?

Creep termina com um final aberto, que pode dividir leitores. Para alguns, é frustrante; para outros (como eu), é perfeitamente coerente com tudo o que foi construído até ali.


Não é um final que entrega respostas prontas, mas sim um que reforça a ideia central do livro: nem toda história tem encerramento limpo, e nem toda verdade traz alívio.


⭐ Vale a leitura?


Sem dúvida.

Creep é um thriller psicológico envolvente, desconfortável e viciante, ideal para quem gosta de histórias que exploram o lado mais sombrio das relações humanas, sem depender apenas de choques ou reviravoltas artificiais.


Indicado para quem gosta de:

  • thrillers psicológicos

  • protagonistas imperfeitos

  • histórias sobre obsessão e segredos

  • finais abertos e reflexivos


 
 
 

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