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Boa Garota, Segredo Mortal — Holly Jackson | Resenha do segundo livro da trilogia

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 31 de jul.
  • 2 min de leitura

Um suspense viciante que mostra as consequências reais da primeira investigação


Oi gente...

Tudo bem com vocês ??



Depois de resolver um caso que abalou completamente a cidade, Pip jurou que nunca mais se envolveria em investigações. Mas como sempre acontece com ela, a promessa dura muito pouco.


Em Boa Garota, Segredo Mortal, Holly Jackson coloca a protagonista em uma situação ainda mais complicada emocionalmente. Tudo começa quando Marcos, um amigo de infância, procura Pip desesperado, acreditando que o irmão desapareceu. O grande problema é que a polícia não considera o caso importante o suficiente para investigar.


Antes de agir, Pip tenta entender toda a situação, conversa com a polícia e procura respostas oficiais. Só que, depois do que descobre, ela percebe que ninguém realmente pretende procurar pelo garoto desaparecido. E é exatamente aí que ela decide voltar ao papel de detetive.


Uma investigação muito mais complicada


Se no primeiro livro Pip ainda conseguia agir quase anonimamente, agora toda a cidade sabe quem ela é. Todo mundo conhece a garota responsável por desvendar um dos maiores crimes da cidade.


Isso muda completamente a dinâmica da investigação.


Algumas pessoas não querem conversar com ela, outras desconfiam das suas intenções, e ainda existe toda a pressão envolvendo o julgamento dos acontecimentos do primeiro livro. Além disso, Pip precisa lidar com escola, família e as regras muito mais rígidas dentro de casa depois de quase morrer anteriormente.


A sensação constante é de que ela está carregando peso demais para alguém tão jovem.


Holly Jackson aumenta a tensão emocional


Uma das coisas mais interessantes nesse segundo livro é perceber como Holly Jackson trabalha as consequências psicológicas da primeira investigação.


Pip continua extremamente inteligente e determinada, mas agora existe medo, paranoia e desgaste emocional. Em vários momentos fica claro que ela já não consegue separar completamente a investigação da própria vida.


E isso torna tudo mais intenso.


O desaparecimento investigado aqui não nasceu de um plano elaborado ou de um assassino calculista. Pelo contrário: tudo acontece por causa do desespero de alguém tentando proteger a própria identidade. E justamente por isso o caso se torna ainda mais assustador.


As escolhas feitas ao longo da história acabam destruindo completamente a vida de várias pessoas.


Um thriller impossível de largar


Holly Jackson mantém o ritmo extremamente acelerado. Os capítulos curtos e as constantes revelações fazem a leitura fluir rápido demais, criando aquele clássico efeito de “só mais um capítulo”.


Mesmo quando o leitor acredita ter entendido toda a situação, a autora consegue mudar completamente a direção da história.


Mas talvez o mais forte aqui seja perceber o quanto Pip sai dessa investigação diferente da garota que conhecemos no início da série.


O caso é resolvido, o mistério é explicado, mas as marcas emocionais ficam. E isso deixa muito claro que talvez ela não consiga se recuperar totalmente de tudo o que viveu.

 
 
 

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