Resenha Death Row - Freida Mcfadden
- Talita Chahine

- 27 de abr.
- 2 min de leitura
Um thriller psicológico curto, perturbador e cheio de reviravoltas sobre culpa, aparências e justiça
Oi gente...
Tudo bem com vocês ??

Death Row é um conto curto, mas extremamente intenso, daqueles que provam que a Freida McFadden não precisa de muitas páginas para causar impacto. Mesmo em poucas cenas, a autora entrega tensão psicológica, desconforto e uma reviravolta que muda completamente a forma como enxergamos a história.
Aqui, acompanhamos uma mulher que acreditava viver um casamento perfeito. Seu marido era gentil, atencioso, praticamente um príncipe aos olhos de todos. A vida parecia estável, segura, até que uma única noite muda tudo: um incêndio misterioso tira a vida dele e destrói, junto com a casa, qualquer vestígio daquela felicidade idealizada.
A protagonista se torna a principal suspeita do crime. As evidências se acumulam, as dúvidas não lhe dão trégua, e o sistema não demonstra qualquer interesse em ouvir sua versão dos fatos. O resultado é devastador: ela é condenada e enviada para o corredor da morte, aguardando sua execução.
É nesse ponto que o conto ganha um tom ainda mais perturbador. Faltando apenas duas semanas para o dia marcado, algo completamente inesperado acontece. Ela vê um homem que, simplesmente, não deveria estar ali. A partir desse momento, tudo o que parecia certo começa a ruir — inclusive a própria noção de verdade que o leitor vinha construindo até então.
Freida McFadden brinca com a percepção do leitor de forma cruel e muito inteligente. A narrativa levanta questões importantes sobre culpa, justiça, aparências e sobre o quanto realmente conhecemos as pessoas ao nosso redor. Nada é tão simples quanto parece, e a autora faz questão de deixar isso claro até as últimas linhas.
Mesmo sendo um conto, Death Row tem ritmo rápido, escrita afiada e aquele clima claustrofóbico típico das histórias da autora. É impossível ler sem sentir angústia, raiva e, principalmente, aquela sensação desconfortável de estar sendo manipulado — no melhor sentido literário da palavra.
É uma leitura perfeita para quem gosta de thrillers psicológicos curtos, impactantes e cheios de reviravoltas. Um daqueles textos que terminam rápido, mas continuam ecoando na cabeça por muito tempo depois
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