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Resenha: A Cor Púrpura – Alice Walker

  • Foto do escritor: Talita Chahine
    Talita Chahine
  • 17 de jun.
  • 2 min de leitura

Uma história dura, dolorosa e necessária


Oi gente...

Tudo bem com vocês ??


Capa do livro A Cor Púrpura, de Alice Walker. A imagem mostra o rosto de uma mulher negra em tons artísticos de azul e roxo, olhando para frente. O fundo é rosa com grandes círculos azuis. No topo está escrito “A Cor Púrpura” e na parte inferior o nome da autora, Alice Walker. A capa também informa que o livro foi vencedor do Prêmio Pulitzer e do American Book Award.

Acompanhar a vida da Celie não é para qualquer um. Esse é um daqueles livros que doem, que incomodam, mas que ao mesmo tempo são impossíveis de largar. A gente começa a leitura já sabendo que não vai encontrar uma história fácil, mas mesmo assim é impossível se preparar completamente para o que está nessas páginas.


Celie é uma mulher que, desde muito nova, foi forçada a aceitar uma vida que nunca escolheu. Ainda criança, ela sofre abusos, é separada da irmã que ama e acaba sendo entregue em casamento para um homem que só precisava de alguém para cuidar da casa e dos filhos. Ela nunca teve escolha, nunca teve voz, nunca teve ninguém que perguntasse o que ela queria.

E o mais triste é que, por muito tempo, ela acredita que essa é simplesmente a vida. Que ela nasceu para obedecer, para apanhar, para servir e para ficar calada.


Quando a vida começa a mudar


As coisas começam a mudar quando Shug Avery, a amante do seu marido, vai morar na mesma casa que ela. O que poderia ser apenas mais uma humilhação acaba se tornando o início de uma transformação muito grande na vida da Celie.


É através da Shug que a Celie começa a se enxergar como pessoa. Pela primeira vez alguém olha para ela de verdade, alguém conversa com ela, alguém a escuta. E isso muda tudo.


Aos poucos, a gente vai vendo a Celie deixando de ser apenas alguém que aceita tudo e começando a entender que muita coisa que ela viveu não era normal, não era certo e não era o que ela merecia.


E esse crescimento dela é a coisa mais bonita do livro.


Uma história sobre dor, mas também sobre liberdade


Esse não é um livro só sobre sofrimento. É um livro sobre encontrar a própria voz, sobre descobrir que nunca é tarde para recomeçar, e sobre como o amor — seja ele romântico, de amizade ou de irmandade — pode salvar uma pessoa.


A Celie não se transforma de uma hora para outra. É um processo lento, doloroso e muito real. E talvez seja isso que torna essa história tão marcante.


Quando a gente chega no final, dá até para dizer que ela teve um final relativamente feliz. Não porque a vida dela foi fácil, mas porque ela finalmente conseguiu ser dona de si mesma.


E depois de tudo o que ela passou, isso já é muita coisa.


Vale a pena ler A Cor Púrpura?


Vale muito a pena, mas é importante saber que essa é uma leitura pesada, com temas muito difíceis como abuso, violência, racismo e machismo. Não é uma leitura leve, mas é uma leitura importante, necessária e muito bonita.


É uma história sobre mulheres que sobrevivem, que se ajudam, que se levantam umas às outras. E principalmente, é uma história sobre encontrar a própria voz depois de uma vida inteira em silêncio.

 
 
 

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